quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quem sou eu?

Puxa vida, difícil responder a esta pergunta. Vamos lá.
Simplesmente, Cleivânia.
Aprecio a cultura – exposições de arte, boa música, o circo, o teatro, o cinema, a televisão, o rádio, a dança, escrever... – e o esporte.
Gosto de fazer amizades e prezo muito as que conquisto. Sou sincera, solidária e procuro ser simpática. Entre amigos, gosto de jogar “conversa fora”, rir e me divertir. Socialmente, sou tímida.
Gosto de olhar nos olhos quando estou conversando. Um olhar revela aquilo que as palavras não conseguem transmitir. Sou extremamente sensível.
Dizem que eu sou adorável!!!! Sei não, tenho as minhas dúvidas. Pense bem, se Jesus Cristo não agradou a todos porque eu, uma simples mortal, iria conseguir esse feito?
É melhor manter os “pés no chão”.
Para mim, Deus em primeiro lugar.
Amo minha família.
Tenho dois grandes amores: o Maurício, meu marido, e o Davi, meu amado filho.
Costumo dividir a minha vida em duas grandes etapas: antes do ano de 2000 e depois. Explico: Sou baiana de Boquira. Nasci em 1971.
No início de 1988, mudei-me com a minha família para a cidade de Santo André, São Paulo.
Sou radialista por formação e especialista em comunicação.
Em 1998, entrei para a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e fiz o curso de Gestão de Processos Comunicacionais (lato sensu). No início de 2000 estava me preparando para o mestrado na mesma instituição, mas, em meados daquele ano, minha vida deu uma guinada de 360º: tive de interromper os estudos devido às dores de cabeça insuportáveis. Com diagnóstico de um tumor no cerebelo, fui submetida à uma cirurgia para a retirada, mas o medicamento que eu estava tomando, à base de Fenitoína, provocou alergia e aí conheci o inferno. Descobri ser portadora da Síndrome de Stevens-Johnson (o relato, na íntegra, está registrado no livro de minha autoria “Das Cinzas ao Renascimento – um caso de Síndrome de Stevens-Johnson” e o comentário de cada capítulo disponível em meu blog, no marcador "Apresentações") e como sequela, a síndrome do olho seco.
Depois da “tempestade”, ainda cursei várias disciplinas na USP em nível de mestrado – Análise do Discurso (FFLECH), Ficção e História (ECA), Pesquisa em Comunicação (ECA) e Educomunicação (ECA) –  tentando uma retomada aos estudos.
Em 2004 fui convidada para participar da fundação da Associação Brasileira dos Portadores de Olho Seco – APOS – e até hoje sou membro da diretoria (recentemente fui eleita presidente da entidade para o mandato de 2010/2012).
Fui repórter de rádio e de jornal impresso. Fui auxiliar de coordenação e assessoria de imprensa em campanhas políticas (prefeito e deputado estadual). Estudei pedagogia. Atualmente trabalho como professora da Rede Estadual de Ensino de São Paulo e realizo palestras para divulgar a APOS e a síndrome do olho seco, da qual sou portadora.
Meu maior sonho, desde a fundação da associação, é que todos os Estados brasileiros tenham o privilégio de ter uma APOS, pois a missão da Associação é a conscientização da população sobre a existência da doença, seu diagnóstico e tratamento, além da busca da melhoria da qualidade de vida dos portadores de Olho Seco, por meio de informação e educação.
Tentei, exaustivamente, parceria com a Secretaria de Saúde da prefeitura de Santo André para a criação de um núcleo da APOS no ABC paulista, infelizmente, não consegui. De fato foi uma pena. Senti-me muito frustrada porque sei da importância da associação para nós, portadores de olho seco.
No meu cotidiano, considero-me uma Fênix: morro e renasço a cada dia. É isso!
Quer saber realmente quem sou eu? Leia o meu livro “Das Cinzas ao Renascimento – um caso de Síndrome de Stevens-Johnson”.

Beijos e Queijos!!!!!!!!

2 comentários:

Grazielle Guilherme (Apreciadora de vinhos) on 15 de junho de 2010 18:24 disse...

Oi Boa noite!

Tambémm sou portadora dessa Sindrome e sei o quanto é ruim , exaustiva, casantiva!

Vivi o drama a 30 anos atrás.Hoje estou com 33 anos, e sofro com as sequela, principalmente com o olho seco, tenho a sindorme do olho seco que está sempre vinho ocasionada uma conjuntivite, e outros desconfortos.

Faço controle desde os 4 anos de idade e estou na luta. Queria muito partipar desta associação com vc!

Como poderia?

Abraços!

Grazielle Guilherm
BELO HORIZONTE - MG

Cleivânia on 16 de junho de 2010 21:36 disse...

Oi Grazielle, tudo bem?

Entre em contato com a Márcia, secretária da APOS, que ela auxiliará você.
Acesse:
www.apos.org.br

Obrigada e não deixe de acessar o blog. Precisamos nos unir.

Abraços,

Cleivânia.

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