quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Livro, Parte 1, Capítulo XV, A cirurgia

Olá,

Segue o capítulo XV do livro Sou portadora da Síndrome de Stevens Johnson e quero ser mamãe. E agora?

Boa leitura!!!

Beijos e queijos...


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XV

A cirurgia

O grande dia havia chegado – sexta-feira, 20 de outubro de 2000 – e a hora da cirurgia se aproximava.
Estavam presentes Val e o meu Maurício.
            Minutos antes de ser transferida para a antessala de cirurgia, o neuro pediu para que eles se retirassem do quarto. O médico precisava instalar em mim um cateter ou intracath[1].
            O Maurício aproveitou e saiu para almoçar e a Val permaneceu do lado de fora. Passados alguns instantes, ela retornou sozinha ao quarto e, dez minutos depois, os médicos entraram e me conduziram à antessala de cirurgia. Lá, ao som de uma suave música clássica, adormeci profundamente e só acordei no outro dia, na UTI – Unidade de Tratamento Intensivo.
            Nesse intervalo de tempo (sexta-feira para _ sábado, ou durante a cirurgia, não sei precisar exatamente), tive um sonho maravilhoso: estava num campo de beisebol jogando algumas partidas. O lugar parecia a fazenda Tara de Scarlett O’Hara “E o vento levou...”, romance de Margaret Michell. No meio do campo havia uma linha imaginária e eu sabia que não poderia ultrapassá-la; se o fizesse, teria a certeza de que não voltaria à vida. (o relato, na íntegra, está registrado no livro Das cinzas ao renascimento: um caso de Síndrome de Stevens Johnson, de minha autoria).
            Na UTI não podia receber visitas por muito tempo; então, vi rapidamente a minha tia Eurídes, e, assim que ela saiu, a minha irmã e logo depois, o Maurício (Não permiti, até aquele momento, a presença de minha mãe, pois ela iria se desmanchar em lágrimas e me enfraquecer espiritualmente. Contato com ela, só pelo celular e mesmo assim, por poucos minutos, senão...).
            A partir daquele momento, não me atrevia mais a pensar em algo, mesmo porque, estava sob o efeito de medicamentos. Só dormia e em intervalos curtos, acordava.


[1]Intracath é um cateter calibroso para ser colocado em veias centrais quando se necessita do uso prolongado ou intensivo de soro ou medicações específicas (as veias periféricas são as dos membros e as centrais são as do tórax) – Nota do Dr. Nivaldo Aleixo de Barros.

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QUER SABER MAIS????
AMANHÃ, LEIA O PRÓXIMO CAPÍTULO!!!!


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