domingo, 19 de fevereiro de 2012

Livro, Parte 1, Capítulo XVIII, A recaída.

Olá,

Segue o capítulo XVIII do livro Sou portadora da Síndrome de Stevens Johnson e quero ser mamãe. E agora?

Boa leitura!!!

Beijos e queijos...
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XVIII

A recaída

Ao chegar exausta em casa, adormeci e só acordei no dia seguinte.
Sentia-me estranha, com uma vontade mórbida de permanecer deitada naquele quarto escuro.
No final da tarde daquele mesmo dia, recebi a visita de meu irmão, Té, e seus filhos. O mais velho deles, Alexandre, ao cumprimentar-me com um beijo, percebeu que meu rosto estava febril e apresentava algumas bolinhas.
Minha surpresa maior foi perceber que as bolinhas não estavam somente no rosto, mas em todo o corpo.
Passei a noite tendo picos de febre, pesadelos e sendo observada por minha mãe.
Ao amanhecer, a febre tinha dado uma trégua. Sentia-me muito fraca e com a ajuda da medicação, adormecia facilmente. Só acordava para tomar os remédios, tomar banho e comer.
Dois dias depois do estranho vazamento, na terça-feira, outro susto: ao olhar no espelho percebi que eu estava toda transfigurada: as bolinhas haviam se multiplicado e os gânglios[1], situados na parte de trás do pescoço, a nuca, estavam inchados.
Imediatamente, meu irmão e minha mãe me levaram ao hospital. Ao dar entrada no pronto-socorro, meu quadro clínico era dramático e depois que tomei o antialérgico, prescrito pelo médico, piorei ainda mais: espirrava sem parar; as bolinhas que eram d’água, se transformaram em bolhas de sangue, afetando, inclusive, os lábios e a parte interna da boca – que me impediam até de engolir a saliva, pois estavam muito inchados – e os olhos; a cabeça e o pescoço estavam o dobro do tamanho.
Estava toda desfigurada. Até os médicos tinham medo de se aproximar de mim, e as pessoas evitavam me olhar. Lembro-me da expressão horrorizada estampada no rosto de uma auxiliar de enfermagem. Nunca consegui esquecer aquela cena.
Minha mãe e meu irmão permaneceram no hospital até às vinte horas daquela terça-feira, catorze de novembro de dois mil. Não podiam fazer nada.
Fui internada com urgência na enfermaria do hospital e, à noite, transferida para o setor de dermatologia.


[1]De acordo com o Dr. Nivaldo Aleixo de Barros, os linfonodos são uma barreira de proteção do sistema linfático, procurando impedir que o organismo seja atingido por infecções.


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AGORA, A HISTÓRIA COMEÇA A FICAR EMOCIONANTE.
NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!!!!

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