sábado, 25 de fevereiro de 2012

Livro, Parte 1, Capítulo XXIV, Sobre a Síndrome do Olho Seco ou Síndrome da Disfunção lacrimal (SDL)

Olá,

Segue o capítulo XXIV do livro Sou portadora da Síndrome de Stevens Johnson e quero ser mamãe. E agora?

Boa leitura!!!

Beijos e queijos...
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XXIV

Sobre a Síndrome do Olho Seco
ou Síndrome da Disfunção Lacrimal (SDL)
Conforme mencionei, a Síndrome do Olho Seco também merece um capítulo à parte. Ela não prejudica somente os olhos, é uma doença que afeta profundamente o lado psicológico do portador. Tudo gira em torno do problema.
Numa coletânea de relatos pessoais publicadas no livro Vivendo o suplício de Tântalo: o dia a dia dos portadores da Síndrome do Olho Seco (2010), narro o cotidiano de pessoas (inclusive o meu) que convivem com o problema.
Desde 2004, quando foi fundada a ONG Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS), participo ativamente dessa entidade, divulgando-a.
Atualmente, sou a presidente de honra da APOS.

E o que é a Síndrome do Olho Seco?

O olho seco, sequela também da SSJ, “é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima”, lembra o Dr. José Álvaro Pereira Gomes[1].
Está relacionada à exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, ar-condicionado, computador), trauma (queimaduras químicas), alguns medicamentos, idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa e doenças do sistema imunológico (Síndrome de Sjögren, Stevens Johnson, Penfigoide e outras).
Segundo Gomes[2], quando não diagnosticada e corretamente tratada, pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até a perda da visão.
Os sintomas do olho seco são ardor; queimação; irritação; olhos vermelhos; fotofobia; visão borrada que melhora com o piscar; lacrimejamento excessivo; desconforto após ver televisão por muito tempo, ler, trabalhar em computador e permanecer em locais com baixa umidade (ar-condicionado e aquecedores). Ainda de acordo o médico, o quadro clínico varia dos casos mais brandos, com queixa básica de desconforto, aos mais graves, por vezes com sérias complicações, como úlcera e perfuração da córnea.
Estima-se que 10% da população geral sofram com o problema[3].








[1]Professor Adjunto Livre-docente; Chefe do Setor de Córnea e Doenças Externas; Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo e Presidente científico da Associação Brasileira dos Portadores de Olho Seco.
[3] Op. Cit., p.46.


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O PRÓXIMO CAPÍTULO É SOBRE O MEU DIA A DIA COMO PORTADORA DA SÍNDROME DO OLHO SECO. NÃO PERCA!!!

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