quinta-feira, 8 de março de 2012

Livro, Parte 2, Capítulo VII, Pós-parto

Olá,

Segue o capítulo VII da parte 2 do livro Sou portadora da Síndrome de Stevens Johnson e quero ser mamãe. E agora?

Boa leitura!!

Beijos e queijos...
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VII

Pós-parto

Depois que o Davi nasceu, fui para o quarto.
A Dra. Adriana permaneceu comigo, me examinando.
Orientou as auxiliares a trocar o soro e em seguida se retirou. Ela também teve a preocupação de permanecer no hospital até o efeito da anestesia passar.
E aí sim, sem poder tomar uma medicação para dor, tive que suportar o insuportável.
O anestésico local estava fora de cogitação. No meu laudo médico estava bem explícito “Alérgica a Xilocaína”.
Passados alguns minutos, exausta, adormeci.
Dois dias depois recebi alta e fui para casa.
Já no meu lar, doce lar, as dores não davam trégua, e para piorar, meu intestino não funcionava direito. Liguei para a Dra. Adriana e pedi a ela que prescrevesse um medicamento natural. O remédio fez efeito dois dias depois. Isso refletia em mim psicologicamente. Fragilizada e com o meu histórico, que insistia em permanecer em minha mente, já não sabia a quem recorrer. Desesperada, pedi a Deus para morrer ou me livrar imediatamente daqueles incômodos que tanto me atormentavam. A situação era ainda agravada por causa da cesárea e dois braços enfaixados e inchados devido às tendinites e bursites. Para completar, Davi não dava conta do leite e as mamas ficavam endurecidas, causando-me febre, o que, por sua vez, ocasionou várias noites mal dormidas. Mesmo diante daquele quadro, alimentava o meu filho.
Quando apresentava alguma melhora nos braços, retiravam o leite para doação.
Também acreditava que não poderia fornecer meu leite para o Davi e outras crianças porque pensava que elas iriam adquirir a SSJ através dele, mas após uma conversa esclarecedora com o pessoal do banco de leite, a doação foi possível.
Minha recuperação foi lenta.
Os dias pareciam intermináveis e as noites, insuportáveis.
Somente com um ano e seis meses após o nascimento do Davi tudo voltou ao normal, em termos de saúde.
É claro que a Síndrome de Stevens Johnson deixou marcas profundas que nem mesmo o tempo é capaz de apagá-las, e como heranças, a Síndrome do Olho Seco, pele muito sensível, unhas quebradiças, dentes sensíveis e cicatrizes na mucosa bucal, que de vez em quando me impedem de comer ou beber algo com certo teor de acidez.

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